
Os muros de suporte de terras conferem estabilidade ao conjunto estrutura-solo através da grande massa que possuem. A resistência ao derrubamento e ao escorregamento pela base é conferida na sua maior parte pelo peso da estrutura de suporte. O comportamento deste tipo de estruturas é condicionado pelos deslocamentos. As forças internas nos muros têm apenas uma importância secundária porque estes são sempre considerados como um corpo rígido.

Pelas descrições dos estragos provocados por sismos, as estruturas de suporte de terras que se prolongam para baixo do nível freático, como os muros-cais, são as que mais se ressentem. As roturas nestes casos parecem resultar do efeito combinado do aumento das pressões laterais atrás das estruturas, da diminuição das pressões da água à frente e da diminuição da resistência do solo suportado, podendo incluir a sua liquefacção em zonas críticas do aterro ou da fundação onde o solo esteja pouco compacto.
Podem dividir-se os estudos analíticos de acções dinâmicas sobre estruturas de suporte de terras em três categorias:
a) soluções baseadas num estado plástico de equilíbrio limite;
b) soluções com aplicação da teoria da elasticidade;
c) soluções não lineares e soluções elasto-plásticas.
No dimensionamento sísmico de estruturas flexíveis de suporte de terras é também corrente usar o método de Mononobe-Okabe para determinar as pressões laterais dinâmicas. O cálculo do impulso passivo dinâmico passa a ser em regra necessário porque a estabilidade do conjunto depende da existência desse impulso em muitos casos.

Os resultados obtidos por diversos investigadores de ensaios em centrifugadores e a sua comparação com os valores previstos permitem lançar alguma luz sobre este problema.
Do mesmo modo que nas estruturas rígidas verifica-se, quer por descrições de casos reais, quer por resultados experimentais, que as estruturas flexíveis situadas acima do nível freático são menos susceptíveis a danos provocados por sismos do que as que se encontram submersas ou suportam maciços submersos.
Nas cortinas ancoradas deve-se ter especial atenção com a posição do sistema de ancoragem (placa) porque a superfície de deslizamento que se desenvolve atrás da parede na rotura devida a um carregamento sísmico é menos inclinada em relação à horizontal que a correspondente a condições estáticas.

Autor: José Eduardo Tavares Quintanilha de Menezes
Excerto Adaptado
Imagens: California Department of Transportation, Keller
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Fonte: http://www.engenhariacivil.com/dimensionamento-dinamico-muros-suporte
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